Amargura

Amargo. Um sabor, ou sentido que me persegue, está sempre presente. Até um certo ponto gosto de sentir, mas ja está saturando, ja está esgotando, ja está... amargurando. Amargurando os passos, que pisam em falso, pisam em cacos, cacos de amores esfarelados, onde piso no próprio ego pra engolir o amargo amor. Amargurando a língua, que reseca, que se arrasta e treme ao te ver mesmo sabendo que seu beijo é doce como mel, que voce não gosta. Amargurando a garganta, que diz palavras doces quando eu menos preciso. Amargurando a visão que penumbra, falida, que com dificuldades ve um futuro, só um futuro, de paz e amor. É cansativo essa jornada amarga que é o amor não correspondido, o amor ditado, mal interpretado, de ser trocado, largado, desrespeitado, desconsiderado, desfeito, enfraquecido, desmotivado, imparcial, que tem validade para alguns, desacreditado por motivos banais, sem chance alguma de "correção". Amargurando meus ouvidos com suas palavras desmotivadoras, palavras jogadas, palavras ditas sem pensar, palavras... Amargurando meus ouvidos em ouvir seus argumentos fracos, mesmo sabendo que voce é louca por massagear minhas orelhas... Amargurando os tatos (que um dia sentiu sua pele macia como uma donzela), de quando eu toco na tela, vejo seus imaturos atos.

Depois do amargo qualquer coisa é doce, até o acido da vida é.
Mas a vida é isso, um balde acido, amargo e com um finalzinho extremamente doce, mas não sei ate onde vai esse balde, quanto dura, e se vem sempre nessa proporcao e metida, mas é fato que coisas amargas nos fazem acreditar que um dia o doce virá a tona.

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