Por entre barras e reflexos
Os olhares
cruzados
Eu e ela os
dois sentados
Rapida é a
paixão
As portas
se fecham
Dentro do
vagão
A mão suou,
o trem se foi
As dores
que me perdoe
ficarão nos
trilhos passados
arruinados
por amores acabados
Na parada,
ela levanta
Acalanta a
garganta
conexão
feita é perdida
Mas não
será esquecida
Do lado de
fora parece girando
Do lado de
dentro vai parando
Sempre que
lembro do seu olhar
Meu coração
começa a pilhar
Passei o
dia a lembrar
Do sorriso
dela alegrar
Não vivo de
incertezas alheias
Nem de
particulas aceitas
de quem
trilha as inseguranças cheias de certezas
Termino o
dia esperando
aquele
corpo junto ao meu
Tudo que
tenho é um lençol e piso frio
A janela, o
vento e uma cama
Cheia de
espaço, a cabeça, o arrepio
em nunca
mais ver a quem ama
Rotina se
repete, de repente pela mente
cotidiano
diario, nem sempre coerente
pela rua o
ponto
pela escada
o conto, apronto
retorno,
não me escondo
quando me
vejo ali calado
ela de pé
linda do outro lado
num piscar
de olhos o trem passa voando
luz se
movia devagar e eu filmando
quadro a
quadro vejo ela passando
luz entre
vãos e o vento secando
trem se vai
igual os creditos terminando
É, esse é o
final, desse jeito
sem escolha
e o aperto no peito
assim fica
meu coração não satisfeito
A
continuação é o universo se expandindo
não paro,
volto e ja vou indo
passo a
passo dentro do meu caminho
tipo efeito
estrobo num tunel infitnito
e para
longe vais e não se volta mais
Um comentário:
Lindo e triste…
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